Quem sou eu

O pontinho púrpura que brilha atras da escada. A rainha louca do reino cítrico de tangerina. rs

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rotina


Vive perturbado por medo de nada
Nada faz para evitar que nada aconteça
Do nada surge uma ideia
Uma fuga
Um lugar onde nada nunca há
Lá está, inerte
Covarde
Uma criatura incapaz de nada fazer para tudo mudar
Perdido
Em um lugar onde o nada persegue
 Tolo pensa que longe de tudo está livre do nada para sempre
 Eterno prisioneiro do nada

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vaidade

O último gole eu não gosto, bem como o último pedaço.
Último minuto, ou último dia, aborrecem-me também.
Odeio a última ponta.
Uma coisa última que gosto é a palavra.

Faxina

Transbordo, transformo toda tralha que me atrapalha, removo.
E renovo, reinvento, mando para o vento o empecilho. Formidável!

...


Se eu pudesse...
se houvesse uma forma de calar o silêncio, que em meu ouvido sussurra absurdos,
eu ocultaria a palavra muda, gritaria com o corpo e abriria minha mente para um estrondo,
e deixaria que ela fosse levada pela bruma verde de uma verdade insana
até a fratura exposta do meu próprio eco.
...Sutil, como um segredo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O espetáculo

  Apresentaram-se várias figuras de Tangerina. Desde uma pequena coruja de asas de borboleta , alguns aneladores de fumaça colorida...até mesmo as incríveis Trezentopeias sapateadoras.
_Foi um espetáculo e tanto! Gritou lá no fundo o Bilbo nórdico que mal se continha de tão alegre (o vinho púrpura era um agravante).
  Eu, encantada com a apresentação das Trezentopeias, comentei com um caramujo elemental discordante que estava ao meu lado,e ele, adivinhem! Retrucou de imediato: _A dança no ar das Vespas Policrômicas foi bem melhor!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Em Tangerina o tempo não passa...

...não existe amanhã! Bardos cantam e dançam em círculos de fogo verde ao som de fabulosas flautas mágicas.
_ Festa cósmica! Comunica o elfo Fofoqueiro. Em seguida, todos brindam com taças gigantes de vinho. _Ouvi dizer que fadas Roxas pisaram as uvas de Dionizio_resmunga o elfo em meu ouvido.
  Não consegui disfarçar e fiquei ainda mais cítrica. Talvez fosse fuxico daquele elfo linguarudo que seguia falando, desordenadamente, sobre uma série de acontecimentos.
_Por isso pisamos apenas uvas brancas na última estação! Eu disse.  Nesse instante interrompem três grilos marchadores de botinas azuis, tocando trombetas trepidantes que ecoam por todos os cantos da floresta Alucinogenense e anunciam o Banquete Real. Todos se dirigem ao salão cítrico das fadas loucas...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A hora do chá

Chá verde, um bolo verde com calda verde e sorvete cítrico de kiwi...
A rainha louca adora isso...e se delicia com seu banquete verdejante até que a última gota de chá seja bebida...saciada, a rainha vira a mesa, dá as costas e segue caminho, fumando um cigarro verde.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Noite

A noite acaba e não vamos chorar pelo fim
noite é apenas noite. Simples assim!
Toco o silêncio noturno e sinto o peso das notas que o vento canta
estou só!
Ando só, escutando a escuridão que se vai...
do infinito, o abafado som do dia...
e o sol, astro imponente, impaciente, agride a macia noite com seus largos braços ardentes.
A noite acaba, não vamos chorar pelo fim
noite é apenas noite. Simples assim!
E relutante, insiste a noite, resiste...desiste, e se desfaz.

*Walkiria e Poeta do cosmos

Freud Flintstone (Engenheiros do Hawaii)

 

Composição: Humberto Gessinger
Querem sangue...querem lama
Querem à força o beijo na lona (e querem ao vivo)
Querem a lágrima doída do ídolo
Caindo em câmera lenta
Querem lutar pelo que amam
Conquistar e destruir o que amavam tanto
Faça uma prece pra freud flintstone
Acenda uma vela pra freud flintstone
Sacrifique o bom-senso no seu altar
(na areia da arena sai de cena por decreto a flor do deserto)
Gran finale: última cena:
No ar pelas antenas a morte do toureiro
Faça uma prece pra freud flintstone
Acenda uma vela pra freud flintstone
Sacrifique o bom-senso no seu altar
Esqueça a prece pra freud flintstone
Acenda a fogueira pra freud flintstone
Vamos queimá-lo vivo, enterrá-lo vivo
O preço é uma prece...pague pra ver
Compre o ingresso...adeus pink freud flintstone
Fama fogo fúria fé fã-clube freud flintstone
Que o satélite lhe seja leve

Judas Priest - Hell Patrol (live Bucharest 2008)

Cordeiro de deus

Vazia existência, lentamente, tomando rumo nenhum
Vagando entre caminhos estreitos
Em direção ao incerto salão da dúvida
E segue...na sua vistosa condição
Inerte! O pecador indulgente, o homem de fé
Um cordeiro de deus, um aborto
Eleva os braços grato pelo profundo abismo que se tornou
E segue...cego, surdo, mudo e agradecido
Simplório, contempla o céu e procura por deus
Tolo não vê que ele está na TV
O governador supremo está em toda parte
Na graça, desgraça
No gatilho da arma, em ponta de faca
No dinheiro, na esquina, na igreja, na lama e na água!
Na pútrida água servida aos devotos de nosso senhor
Que mata a sede da calúnia
Água fria que farta e infarta o rebanho de decadentes